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Leia mais:SAP apresenta modelo do Fundo Rotativo para servidores do sistema prisional do Tocantins

O modelo do Fundo Rotativo desenvolvido no sistema prisional de Santa Catarina foi apresentado para servidores públicos do estado do Tocantins pelos agentes penitenciários do DEAP Alecsandro Zani e Dirceu Rodrigues. Eles foram palestrantes do seminário “Fundo Rotativo: Desafios e Possibilidade”, encerrado hoje (11), em Palmas. “A troca de experiências foi muito proveitosa, dividimos conhecimento para multiplicar boas práticas”, avalia Zani, diretor do Complexo Penitenciário de Chapecó.

A Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) foi convidada a apresentar o modelo de atividade laboral desenvolvido em SC por ser pioneira na implantação de um sistema que estimula o trabalho, garante renda ao interno, retorno financeiro para unidade, além da remição da pena. O seminário tem por objetivo orientar e sanar dúvidas dos servidores da Seciju (Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça) do Tocantins, estado em que a iniciativa está em fase de elaboração. Ao final do evento Dirceu Rodrigues destacou o empenho dos servidores. “O estado do Tocantins, apesar das dificuldades, têm agentes penitenciários e gestores empenhados em melhorar o sistema prisional.”

O Secretário da Cidadania e Justiça do Tocantins, Héber Fidelis, afirmou que o estado pretende adotar o modelo do Fundo Rotativo de SC. “A capacitação é o que fazemos de melhor em nossa gestão e nesse evento foi possível conhecer o modelo prisional catarinense, além de todas as atividades de ressocialização”, observou.

A chefe da Assessoria Jurídica da Seciju, Larissa Duzzioni destacou que o seminário é uma oportunidade de aprender com a experiência. “Para depois executarmos os conhecimentos adquiridos dentro da legalidade”.

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“O conhecimento e a identificação de perfis comportamentais devem ser a base da construção das equipes de trabalho.” A afirmação foi feita pelo diretor de políticas penitenciárias do Depen nesta quarta-feira (03), no I Seminário de Gestão, Governança e Boas Práticas nos Sistemas Prisional e Socioeducativo, promovido pela Secretaria de Administração Prisional (SAP). Desde segunda-feira 250 gestores das unidades catarinenses estão reunidos em Curitibanos para refletir sobre as formas de gestão e implementar as mudanças necessárias a fim de fortalecer os sistemas prisional e socioeducativo.

Agente Penitenciário Federal, Sandro Abel Barradas, destacou a urgência de se ampliar a profissionalização do sistema e melhorar as políticas de atendimento a segmentos como, por exemplo, internos que se identificam com a sigla LGBT e mulheres encarceradas. “Temos que ter visão uma social e quebrar as barreiras que existem na sociedade. No nosso país o sistema só é visto na dor. Quebre as regras com responsabilidade e se aproxime das instituições”.

O seminário terminou nesta quarta-feira com palestra do Secretário da Administração Prisional e Socioeducativa, Leandro Lima. Ao fazer balanço sobre a gestão do sistema prisional e socioeducativo, o titular da SAP ressaltou que são poucas as instituições que conseguem experimentar a evolução e acompanhar os resultados.  “E nós estamos vivenciamos isso todos os dias”, assinalando que o sistema prisional catarinense está sendo considerado uma referência para o sistema penitenciário do Brasil.

 

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Uma tarde de fantasia e alegria foi proporcionada, esta semana, para crianças assistidas pela Casa Guido, entidade de Criciúma que presta apoio para crianças e adolescentes em tratamento oncológico, através da entrega das perucas do projeto Cabelos de Anjo. Idealizado pelo Conselho da Comunidade, o projeto consiste em usar a mão-de-obra das detentas da Penitenciária Feminina de Criciúma para confecção de perucas lúdicas de lã.

A Vara de Execuções Penais da comarca de Criciúma encampou a iniciativa e, por meio de verbas oriundas das penas pecuniárias, destinou valores ao Conselho, para compra de lãs e demais materiais. Para a realização das atividades, a conselheira Rovena Machado Zanella contatou sua mãe, que é artesã, e esta, voluntariamente, dirigiu-se uma vez por semana à Penitenciária Feminina, para ensinar as detentas a confeccionar as perucas. Depois de aprenderem, as detentas seguiram sozinhas na confecção, por um semestre.

Para a juíza Débora Driwin Rieger Zanini, titular da Vara de Execuções Penais de Criciúma, que participou da entrega, é impossível descrever a felicidade das crianças, ao vestirem as perucas lúdicas, inspiradas em personagens da infantis, como príncipes e princesas."Foi uma iniciativa linda e de grande emoção.Penso que o projeto trouxe alento e alegria para esses pequenos, submetidos a tratamento quimioterápico, dando-lhes força e esperança para lutar contra a doença. E, por outro lado, o projeto também auxiliou no caráter ressocializador da pena, ensinado às detentas que elas podem contribuir também para a felicidade das pessoas, suavizando a dívida que elas têm com a sociedade", afirma a magistrada.

Os membros do Conselho da Comunidade de Criciúma desenvolveram e acompanharam de perto a execução do Projeto Cabelos de Anjo. "Nos dias em que aconteciam as aulas acompanhávamos a professora dentro da sala de aula, junto com as reeducandas. Tivemos a oportunidade de presenciar a motivação e o interesse delas em aprender, acreditamos que nesse momento o projeto começava a alcançar alguns de seus objetivos, que, além de desenvolver habilidades manuais, desperta empreendedorismo. Além disso, o projeto contribuiu para que as reeducandas participassem ativamente da ação social voltada às crianças com câncer", explicou Regiane Medeiros Gonçalves, membro do conselho. Doze detentas participaram do primeiro ciclo do projeto, que encerrou este mês, com a cerimônia de entrega das perucas às crianças da Casa Guido na última segunda-feira, dia 24.

Participam do Conselho da Comunidade de Criciúma Luiz Fernando Bortoluzi Berg, presidente, Elida Feltrin Costa, vice, Ilda da Silva Dal Pont, Karoline da Rosa, Janaina de Oliveira, Regiane Medeiros Gonçalves, Rovena Machado Zanella, Rita Cadorin, Eliane Giassi e Silvana Lopes. As imagens que ilustram esta matéria foram autorizadas a serem publicadas pelos pais e responsáveis pelas crianças assistidas pela Casa Guido, em Criciúma.

*Com informações do site do TJSC

 

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